O que está sendo discutido no Congresso Nacional Tramita atualmente na Câmara dos Deputados um projeto de lei que propõe a atualização dos limites de ...

O que está sendo discutido no Congresso Nacional Tramita atualmente na Câmara dos Deputados um projeto de lei que propõe a atualização ...

O que está sendo discutido no Congresso Nacional

Tramita atualmente na Câmara dos Deputados um projeto de lei que propõe a atualização dos limites de faturamento para enquadramento no Simples Nacional e para o Microempreendedor Individual (MEI).

A medida, já aprovada pelo Senado em 2021, volta a ser debatida após pressão de frentes parlamentares e entidades empresariais que argumentam que os valores estão defasados desde 2018. O objetivo é corrigir os tetos de faturamento conforme a inflação e o crescimento da economia.


Novos limites propostos

O texto em discussão propõe a elevação dos limites de faturamento das empresas optantes pelo Simples Nacional, conforme a tabela abaixo:

CategoriaLimite atualLimite proposto
Microempreendedor Individual (MEI)R$ 81.000,00 por anoR$ 140.000,00 por ano
Microempresa (ME)R$ 360.000,00 por anoR$ 869.000,00 por ano
Empresa de Pequeno Porte (EPP)R$ 4,8 milhões por anoR$ 8,69 milhões por ano

O projeto também estabelece que esses valores passem a ser corrigidos anualmente pelo IPCA, garantindo atualização automática de acordo com a inflação oficial.


Impactos esperados para as empresas

Se aprovado, o novo enquadramento permitirá que mais empreendedores permaneçam no Simples Nacional, evitando a migração para regimes mais complexos, como o Lucro Presumido ou o Lucro Real.

Entre os principais efeitos previstos estão:

  • Ampliação do número de empresas beneficiadas pelo regime simplificado.
  • Redução da carga tributária para empresas que atualmente ultrapassam os limites vigentes.
  • Estímulo à formalização e ao crescimento de pequenos negócios.

Por outro lado, o governo federal estima que a ampliação dos tetos pode gerar renúncia fiscal superior a R$ 20 bilhões em 2026, o que ainda é tema de debate entre o Ministério da Fazenda e o Congresso Nacional.


Regimes de tributação no Brasil

Atualmente, as empresas brasileiras podem optar por três principais regimes de apuração de tributos:

  1. Simples Nacional – Regime simplificado para micro e pequenas empresas, que unifica tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia (DAS).
  2. Lucro Presumido – Regime que permite a tributação com base em uma margem de lucro estimada, aplicável a empresas com faturamento anual de até R$ 78 milhões.
  3. Lucro Real – Regime obrigatório para grandes empresas ou para aquelas com determinadas atividades, no qual os tributos são calculados sobre o lucro líquido contábil ajustado.

O Simples Nacional é o modelo mais utilizado no país por oferecer redução de burocracia e simplificação fiscal, especialmente para negócios de menor porte.


Dados atualizados sobre empresas no Brasil

De acordo com o boletim mais recente do Mapa de Empresas, publicado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, o Brasil possui mais de 21,7 milhões de empresas ativas.

Deste total, mais de 15 milhões são Microempreendedores Individuais (MEI). A maioria das micro e pequenas empresas também está enquadrada no Simples Nacional, o que demonstra a relevância desse regime para a economia nacional.


Diferença entre MEI, microempresa e empresa de pequeno porte

  • MEI (Microempreendedor Individual): Faturamento de até R$ 81.000,00 anuais, com possibilidade de contratação de até um empregado.
  • Microempresa (ME): Faturamento de até R$ 360.000,00 anuais e possibilidade de empregar até nove pessoas no comércio e serviços.
  • Empresa de Pequeno Porte (EPP): Faturamento de até R$ 4,8 milhões anuais e possibilidade de empregar até 49 pessoas no comércio e até 99 na indústria.

Esses valores podem ser alterados conforme a aprovação do projeto em tramitação.


O que o empreendedor deve fazer neste momento

Enquanto a proposta não é votada em plenário, os limites atuais permanecem válidos. Entretanto, é recomendável que empresários e profissionais liberais:

  • Acompanhem a tramitação do projeto de lei.
  • Avaliem o impacto das possíveis mudanças no enquadramento de sua empresa.
  • Realizem um planejamento tributário preventivo com o apoio de seu contador.

Antecipar cenários e compreender como o novo enquadramento pode afetar sua carga tributária é essencial para tomar decisões estratégicas de crescimento.

O Simples Nacional continua sendo o regime tributário mais vantajoso para micro e pequenas empresas, especialmente por simplificar obrigações e reduzir custos.

As mudanças em discussão no Congresso representam uma atualização necessária diante da defasagem dos valores atuais. Caso aprovadas, trarão mais competitividade e segurança para milhões de empreendedores brasileiros.